A leste, o maciço dos Andes é quase uma parede que bloqueia a circulação dos ventos vindos do Pacífico, a pouco mais de 100km a oeste, e dificultam a dissipação dos poluentes. É nessa área de localização singular que mais de 5 milhões de chilenos levam a vida num ritmo tranquilo e organizado, desfrutando do longo período de desenvolvimento e estabilidade que proporcionou ao país uma invejável situação econômica e atraiu um alto volume de investimento estrangeiro. Depois do trauma da ditadura militar que golpeou o Chile por 17 anos, a partir de 1973, Santiago se reergueu mais uma vez, como fez quando foi assolada por vários terremotos, o último em 1985.
O eixo urbano é avenida Libertador Bernardo O’Higgins, ou La Alameda, que corta vários bairros e dá acesso à Plaza de la Libertad e ao Palacio de la Moneda, de triste memória, onde foi morto o presidente Salvador Allende, em 1973. O rio Mapocho, ladeado por largas avenidas, é outra referência, encontrando-se com La Alameda no centro da cidade, perto da Plaza Baquedano e do Parque Forestal. O bairro Bellavista, do outro lado do Mapocho, abriga restaurantes e alguns bons bares de jazz.
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Museus
No interior do belo Parque Forestal, o Museo Nacional de Bellas (www.mnba.cl) tem um vasto acervo de obras de artistas chilenos e europeus e, com frequência, promove mostras temporárias. No mesmo parque fica o Museo de Arte Contemporánea (www.mac.uchile.cl), ligado à Faculdad de Artes da Universidad de Chile, com mais de 2 mil obras em suas coleções. Na Plaza de Armas, localiza-se o Museo Histórico Nacional (www.dibam.cl/historico_nacional), dedicado à memória histórica do país, desde a colonização espanhola até o golpe militar de 1973.
Cerro Santa Lucía
No topo, a 70m do chão, depois de uma viagem no funicular, o visitante tem uma das melhores vistas de Santiago e da cordilheira dos Andes e de seus picos nevados, alguns com mais de 6.000m. O Cerro fica no centro da cidade, cercado por atrações culturais como o Museo de Artes Visuales, o Museo e Iglesia de La Merced, o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional, a Universidad Católica e o Palacio Subercaseux. Assim, além de aproveitar a vista, é possível fazer um passeio a pé pela região e, de uma só vez, conhecer muitos outros pontos de interesse.
Mercado Central
Bem perto da Estación Mapocho, quase à margem do rio Mapocho, fica o Mercado Central de Santiago, aberto das 6h às 16h e repleto de bancas de frutos do mar e outros produtos, que se abrigam debaixo de uma estrutura de ferro importada da Inglaterra em 1868. Depois de percorrer os pontos de venda de ostras, mariscos, mexilhões, enguias e salmões do Pacífico, o visitante pode saborear essas iguarias típicas num dos muitos restaurantes de pescados que funcionam no colorido e pitoresco mercado.
Barrio Bellavista
É o bairro boêmio de Santiago, espécie de Quartier Latin chileno, onde viveu o maior poeta do país, Pablo Neruda, no número 192 da Calle Marquez de la Plata (hoje, sede da Fundación Neruda), além de vários outros escritores, pintores e músicos. Na margem norte do rio Mapocho, com ruas tranquilas e arborizadas, abriga restaurantes, bares e danceterias, ou salsatecas.
Pisco
Bebida nacional do Chile, o pisco é feito a partir da destilação de vinho de uvas Moscatel. A marca mais famosa, Tres Erres, é elaborada na destilaria Solar de Pisco Elqui, num vale ao norte de Santiago. Todos os bares e restaurantes da capital servem o aperitivo, puro ou misturado com suco de limão e açúcar, o pisco sour, equivalente chileno à caipirinha brasileira.
Palacio de la Moneda
Sede do governo federal, fica entre a Plaza de Constitución e a Plaza de la Libertad, ambas – a Constituição e a liberdade – violentadas em 11 de setembro de 1973, quando ocorreu o golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet, no qual morreu o então presidente Salvador Allende. O palácio construído em 1805 foi bombardeado por aviões e artilharia. Hoje, os pátios internos estão abertos à visitação.
Plaza de Armas
Marco zero de Santiago, abriga os tribunais, o palácio do governador e a catedral da cidade. É sempre movimentada, com muitos turistas e chilenos que trabalham no centro.
Barrios Altos
A leste de Santiago, no sopé dos Andes, vivem os chilenos mais ricos. Quanto maior a altitude em que as casas estão, maior o luxo.
Cerro San Cristóbal
Depois do Cerro Santa Lucía, é o melhor ponto de observação da cidade e dos Andes, nos dias claros e sem névoa. A subida pode ser feita pelo funicular que sai da estação da Pío Nono, em Bellavista.
Museo Chileno de Arte Precolombino
Localiza-se na antiga alfândega, na esquina das calles Compañia e Bandera, e expõe mais de 3 mil itens produzidos por mais de uma centena de povos pré-colombianos.
Paseo Ahumada
Entre a Plaza de Armas e La Alameda, é uma via exclusiva para pedestres, e calcula-se que por aqui transitem diariamente cerca de 1 milhão de pessoas. Telões transmitem shows e os jogos de futebol mais importantes.
Centro de Exposición de Arte Indígena
Situado no Cerro Santa Lucía (Alameda, 499), mostra peças de artesanato dos índios chilenos e fica aberto de terça a domingo das 10h às 19h.
Providencia e Nuñoa
Rivalizando com Bellavista, estes bairros concentram a vida noturna de Santiago, na margem sul do rio Mapocho. Em Providencia, a rua mais agitada é a Suécia, com muitos pubs e discotecas.
Parque O’Higgins
A cerca de dez quadras ao sul de La Alameda, este parque abriga um pequeno lago, pista de patinação no gelo (no inverno), clube hípico, aquário, playground, quadras de tênis e palco para shows de música e dança, além de restaurantes e lojas.
Iglesia San Francisco
O mais antigo templo católico de Santiago, em La Alameda, entre as calles San Francisco e Londres, tem como principal atração uma imagem da Virgem trazida do Peru há cinco séculos.
Eladio (Pío Nono, 241, Bellavista)
Carnes e frutos do mar excelentes, mas alguns preços são salgados – como o das maravilhosas lagostas.
Las Lanzas (Humberto Trucco, 25, Nuñoa)
Antigo, tradicional e com mesas na calçada, oferece um incrível cardápio de frutos do mar a preços convidativos, assim como as bebidas.
Fra Diavola (París, 836, Centro Velho)
Oferece almoço a preço fixo, bem razoável, com cardápio renovado diariamente.
Bar de la Unión (Nueva York, 11, Centro Velho)
Pitoresco e tradicional, serve grandes e nada caras porções de frutos do mar e os melhores vinhos do país.
Boomerang (Holley, 2.285, Providencia)
Apontada como a melhor cervejaria do Chile, tem comida saborosa e preços razoáveis, o que atrai muita gente até altas horas da madrugada.
Flannery’s Irish Pub (Encomenderos, 83, Providencia)
Bar irlandês com muitos turistas estrangeiros e comida saborosa.
Joias com lápis-lazúli
Peças adornadas com essa pedra semipreciosa, muito famosa no Chile, são encontradas em grande variedade na Avenida Bellavista.
Avenida Alonso de Cordova
Concentra as lojas de grifes mais famosas e caras da cidade e alguns bons restaurantes.
La Vinoteca (Isidora Goyenechea, 3.520, Providencia)
Oferece degustação de vinhos e os melhores rótulos do país.
Centro Artesanal los Domenicos (Av. Apoquindo, 9.005)
Artesanato de todas as regiões do Chile, com destaque para as peças típicas da Patagônia e do Atacama.
Feria Chilena del Libro (Huérfanos, 623 e filiais)
Rede de livrarias com ótima oferta de livros, especialmente de autores chilenos, além de dicionários e CDs.
El Patio (perto do metrô Providencia)
Nesta galeria ao ar livre, predominam os sebos e livrarias; aos sábados funciona um mercado de pulgas.
Batuta (Jorge Washington, 52, Nuñoa)
Ambiente escuro e descontraído com bar e pista de dança, apresenta som ao vivo de bandas novas, geralmente às sextas-feiras.
Liguria (Av. Providencia, 1.373, Providencia)
Muito movimentado, com mesas na rua e vários ambientes internos, sempre lotados, vira a madrugada e oferece boa comida.
La Maestra Vida (Pío Nono, 380, Bellavista)
Salsoteca com clima intimista, ótima para quem quer se arriscar a dançar ritmos caribenhos. Público bem variado, de todas as idades.
El Méson Nerudiano (Dominica, 35, Bellavista)
Esse restaurante dedica algumas noites a ótimos shows de jazz ao vivo, com músicos conhecidos no país e novos talentos, além de peças de teatro e poesia, bem no espírito “nerudiano”.
Estádio Nacional (Grécia, 2.001)
Para quem gosta de futebol, vale uma visita ao maior estádio do país, especialmente quando jogam os times mais populares – Colo Colo, Universidad de Chile e Universidad Católica.
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