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Fernando de Noronha

Além da beleza indescritível de suas praias, Fernando de Noronha encanta pela facilidade de contato com a natureza: qualquer pessoa de 8 a 80 anos pode nadar ao lado de gigantescas tartarugas e observar os cardumes coloridos, munida apenas de uma máscara, um snorkel, pés de pato e colete flutuante – este último um item obrigatório em algumas praias, já que a legislação ambiental proíbe pisar nos arrecifes do fundo do mar. 
Formado por 21 ilhas, o arquipélago situado a 360km de Natal e 545km de Recife tem uma pequena porção habitada na Ilha de Fernando Noronha, área de preservação ambiental (APA), sendo que o restante goza de proteção integral por ser Parque Nacional Marinho desde 1988. Na mesma década, os moradores tiveram permissão de instalar pousadas familiares e muitos se tornaram guias turísticos e taxistas de bugue. São eles que conduzem os visitantes nas trilhas que rodeiam as baías e enseadas de águas tranquilas do “mar de dentro” – voltado para o continente – e as praias com ondas fortes do “mar de fora”, abertas para o oceano. 
Embora a maioria dos passeios inclua caminhadas longas, com trechos difíceis, para um paraíso ecológico Noronha oferece boa estrutura turística. O site do governo pernambucano www.noronha.pe.gov.br traz todas as informações – desde como pagar a taxa de preservação ambiental obrigatória para ingressar e permanecer na ilha (uma ótima ideia é pagá-la pela internet para escapar das filas no aeroporto) até as opções de passeios livres e guiados, com informações completas sobre as praias e demais pontos turísticos, lista de agências de turismo licenciadas pelo Ibama e pousadas familiares autorizadas, classificadas de um a três golfinhos de acordo com as instalações e serviços oferecidos. O site também oferece um resumo da história do arquipélago descoberto em 1503, ocupado por holandeses e franceses, e só povoado depois da retomada do território pelos portugueses, em 1737, quando a Ilha de Fernando de Noronha foi transformada em presídio. 

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O que você não pode perder

Passeios de barco
As águas serenas do “mar de dentro” são perfeitas para os passeios em embarcações turísticas, que fazem paradas para observação dos ninhais de aves marinhas nas ilhas secundárias e para banhos nas praias mais bonitas. O séquito de golfinhos-rotadores que acompanha o barco é uma atração a mais. Os passeios partem do Porto Santo Antônio e vão até a Ponta da Sapata, no extremo do arquipélago, com duração de 3 a 4 horas.

Baía do Sancho
O melhor meio de chegar àquela que para muitos é a praia mais bonita do Brasil, a Baía do Sancho, é por mar, evitando a extensa e tortuosa escada de ferro fincada em uma fenda da rocha na trilha por terra. Além da paisagem deslumbrante da mata preservada e das águas cristalinas do mar, há ninhais de diversas espécies de aves instalados nas rochas e árvores que rodeiam as areias brancas da praia. As cores são de tirar o fôlego.

Baía dos Porcos
Quase tão linda quanto a vizinha Baía do Sancho, esta praia formada por rochas vulcânicas tem uma estreita faixa de areia, mas abriga fantásticas piscinas naturais repletas de criaturas marinhas. O Morro dos Dois Irmãos, bem no centro da baía, completa a paisagem. A trilha, com um trecho entre as pedras, é pesada, por isso muitos preferem chegar à praia de barco.

Praia do Atalaia
No “mar de fora”, os arrecifes de origem vulcânica formam uma grande piscina, de águas límpidas e rasas, que funciona como “berçário” de inúmeras espécies marinhas, observadas bem de perto pelos visitantes – o colete flutuante é obrigatório. Chegue cedo e acompanhado de guia: os grupos, de 30 pessoas no máximo, entram em turnos de 40 minutos até a maré começar a subir. Pode-se optar entre a trilha curta e a longa, que passa por outras piscinas naturais.

Mergulho na Baía do Sueste
Praia de mar calmo e ondas suaves o ano todo, apesar de situada no “mar de fora”, é um ponto de mergulho livre (snorkel) fantástico para os novatos, que flutuam sem dificuldade enquanto observam as gigantescas tartarugas, arraias-jamanta, tubarõezinhos e muitos cardumes. Os que mergulham acompanhados de crianças ou idosos podem contratar guias na praia, onde também se alugam os equipamentos obrigatórios.



Outros 10 motivos para visitar Fernando de Noronha

Nascer do sol no Mirante dos Golfinhos
De madrugada, as vans trazem os turistas para percorrer a trilha de cerca de 1km no meio da mata até o mirante de 60m de altura de onde se observa este refúgio escolhido para descanso e acasalamento dos golfinhos-rotadores.

Pôr do Sol no Mirante do Boldró
No “mar de dentro” o sol se põe no mar, e um dos melhores lugares para apreciar o espetáculo é o mirante no alto do Forte do Boldró, o local normalmente escolhido para encerrar diversas trilhas.

Tubarões no Porto Santo Antônio
O ancoradouro de Noronha é um espaço pitoresco, onde se bebe e se come até tarde quando os cruzeiros chegam ao porto, e onde os pescadores entram no mar para alimentar os tubarões, proporcionando cenas imperdíveis.

Palestras no Projeto Tamar
No centro dos visitantes do Projeto Tamar, pesquisadores fazem palestras temáticas instrutivas e divertidas sobre a fauna marinha, ilustradas por DVDs. Todos os dias às 20 horas. (Alameda do Boldró s/n, 81 3619-1171/3619-1174; www.tamar.org.br)

Trilha Leão
Partindo da Baía do Sueste, a trilha percorre as praias do “mar de fora” até a mais bonita delas, onde ocorre a maior desova de tartarugas marinhas, com belas formações rochosas, areias muito brancas, piscinas naturais e inusitados esguichos de mar entre as pedras.

Caminhada no Centro Histórico
A Vila dos Remédios concentra os monumentos e prédios históricos e pode ser percorrida facilmente a pé, com pausas para visitar o Palácio São Miguel, sede da administração da Ilha, a Igreja Nossa Senhora dos Remédios e o Forte de mesmo nome, bem-preservado.

Praias do Centro
São as mais próximas e acolhedoras para um mergulho antes do almoço ou no fim da tarde, seguido por drinques e aperitivos nos gostosos bares da Praia do Cachorro ou do Meio. A melhor para banho é a Praia da Conceição.

Batismo Submarino
O mergulho autônomo, com cilindro de oxigênio, permite aos estreantes uma visão espetacular do fundo do mar a 12m de profundidade. Instrutores especializados se responsabilizam pelo “batismo”. (www.hydrosphera.com.br; outras opções no www.noronha.pe.gov.br)

Passeios de bugue
Para quem já percorreu as trilhas guiadas e conheceu os principais pontos turísticos, vale a pena alugar um bugue e passear livremente nas praias que oferecem bom acesso por terra. As pousadas costumam contatar as empresas de aluguel, mas se preferir reservar antes, acesse www.locbuggy.com.br

Deitar sob as estrelas
As pousadas costumam ter uma área de descanso com redes e espreguiçadeiras de onde se observa o céu estrelado de Noronha – em sua maioria, as praias não podem ser visitadas à noite, mesmo quando acessíveis, para não interferir na desova das tartarugas.

Onde comer e beber


Em dia de excursão, o melhor é almoçar nos bufês a quilo que ficam em torno do Bosque dos Flamboyants, próximo ao bairro das pousadas (Floresta Nova). Petiscos e drinques podem ser consumidos nos bares das praias do Meio, do Cachorro, do Boldró e do Sueste (nas outras, eles são proibidos), ou no Centro Histórico, onde também há bons restaurantes. O mais famoso da Ilha é o Zé Maria, especializado em pescados e frutos do mar, no bairro de Floresta Velha (www.pousadazemaria.com.br), e o mais sofisticado, o da Pousada Maravilha, na Baía do Sueste (www.pousadamaravilha.com.br).

Onde comprar

Não há muito o que comprar em Noronha além de camisetas e lembranças vendidas nas lojas do Projeto Tamar, do Centro Histórico, do Bosque dos Flamboyants e do Museu do Tubarão, no Porto Santo Antônio.


Onde se divertir

Para os que têm energia para sair depois de andar e nadar o dia todo, há um concorrido forró no Bar do Cachorro, na praia de mesmo nome, de onde aos sábados parte um maracatu que anima o centro histórico até de madrugada.

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