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Curitiba

A grande área verde – na forma de dezenas de parques e bosques, centenas de praças e pequenos jardins –, o modelo de planejamento urbano premiado pela ONU e o afluxo de imigrantes de diversas origens europeias explicam por que os principais eixos do turismo em Curitiba estão fortemente vinculados à ecologia e à história cultural resultante de influências étnicas. Da arquitetura dos casarões, edifícios públicos e igrejas do Centro Histórico aos museus e memoriais de imigrantes, dos variados espaços culturais ao Jardim Botânico e outros parques, da Universidade Livre do Meio Ambiente à variedade gastronômica, Curitiba oferece atrativos que a tornam esse destino urbano único em todo o Brasil.

As florestas de araucária, berço da cidade, eram habitadas pelos índios quando da chegada dos portugueses, no século 17, que para cá vieram em busca de ouro e pedras preciosas. Até o século 18 a população da vila era formada por índios, portugueses, espanhóis e mestiços. Os imigrantes começaram a chegar depois da vinda da família real para o Brasil, em 1808, para ocupar as terras e evitar que outros países as invadissem. A primeira leva, de alemães, veio no início do século, e a partir de 1867 iniciou-se a formação de colônias de vários grupos de imigrantes, especialmente italianos, ucranianos e poloneses, e em menor número, austríacos, suíços, holandeses, franceses e russos. 

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O que você não pode perder

Centro Histórico
O coração desta região é o Largo da Ordem, onde se localizam as mais antigas edificações de Curitiba. Por exemplo, a Casa Romário Martins (século 18 e único exemplar da arquitetura luso-brasileira na capital), a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco das Chagas (de 1737, junto ao Museu de Arte Sacra), a Casa Vermelha (merece atenção sua fachada, de 1891) e o Palácio Garibaldi (de 1900, local de reunião de imigrantes italianos). Na rua paralela, a Travessa Nestor de Castro, há dois grandes painéis externos, de azulejos, reproduzindo as feiras antigas e as modernas construções, obra do artista paranaense Poty Lazzarotto. Mais adiante estão a Igreja do Rosário, a Igreja Presbiteriana e o Solar do Rosário. Na Praça Garibaldi fica o Relógio das Flores, que tem 8m de diâmetro. Merecem atenção, ainda, as Ruínas de São Francisco, com uma igreja inacabada, e o Memorial de Curitiba, de construção mais recente, onde costuma haver apresentações de música e arte e, nas manhãs de domingo, uma feira de artesanato.

Ópera de Arame/Pedreira Paulo Leminski
Construído em estrutura tubular, o Teatro Ópera de Arame (Rua João Gava, Pilarzinho, tel. 41 3355-6072), de 1992, é um espaço deslumbrante, totalmente integrado à natureza do local. Ao seu lado fica a Pedreira Paulo Leminski, palco de grandes eventos culturais e artísticos de Curitiba, e, mais adiante, o Farol das Cidades, uma biblioteca informatizada.

Museu Paranaense
No Palacete São Francisco (sede do governo do estado entre 1938 e 1953) e em seu anexo é contada a história do Paraná. O período aborda desde a presença dos índios e da vida no litoral até a passagem de tropeiros pelo interior, a emancipação de São Paulo (1853), o ciclo da erva-mate, a Guerra do Contestado (1912, contra Santa Catarina) e a imigração do século 19. (www.pr.gov.br/museupr)

Passeio de trem pela serra do Mar
Esta é uma viagem inesquecível. O trem sai de Curitiba (a estação fica atrás da rodoviária) e em 3 horas chega a Morretes, passando por paisagens espetaculares e por obras de arte de engenharia impressionantes. Nos 150km de estrada até Paranaguá (ponto final da ferrovia), há 14 túneis e 30 pontes, entre elas a Ponte São João, de 55m de altura. (www.serraverdeexpress.com.br) O belo caminho até Morretes também pode ser feito de carro, através da serra da Graciosa.

Parque Estadual de Vila Velha
Vale a pena conhecer este sítio geológico localizado a 20km de Ponta Grossa, cidade que fica a 80km de Curitiba. Tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado em 1966, Vila Velha é hoje uma espécie de catedral do meio ambiente, com seus Arenitos, Furnas e a Lagoa Dourada, formações geológicas que remontam a milhões de anos atrás. (tel. 42 228-1539 ou 42 228-1138)

Outros 10 motivos para visitar Curitiba

Museu Oscar Niemeyer
O traço sinuoso e as linhas finas do grande mestre fazem que até um material pesado e rústico como o concreto se torne leve. A grande atração é o Anexo, inaugurado em 2002, alto, revestido de vidros escuros e com o formato de um olho aberto. (Tel. 41 3350-4412 ou 3350-4469; www.museuoscarniemeyer.org.br).

Palácio Avenida
Hoje sede do Banco HSBC, foi no passado uma das casas de espetáculo mais luxuosas da América Latina. Em dezembro, sua fachada é decorada com motivos natalinos, e todas as noites um coral canta das janelas para os passantes. Nas proximidades fica o Edifício Garcez, de 1929, o primeiro arranha-céu de Curitiba, de estilo Art Déco.

Espaço Perfume
É um museu não apenas para ver, mas também para cheirar. Exibe frascos de perfumes separados por décadas (de 1900 a 2000) e comerciais de TV. Você pode comprar perfumes feitos exclusivamente para o museu. (Av. 7 de Setembro, 2775, Shopping Estação, Rebouças, tel. 41 2101-9207)

Estação Natureza
Instituída em 2001 pela Fundação O Boticário, tem exposições interativas que reproduzem os ambientes dos biomas brasileiros (Amazônia, mata Atlântica, cerrado, caatinga, Pantanal). As visitas são acompanhadas por um guia. (Av. 7 de Setembro, 2775, Shopping Estação, Rebouças, tel. 41 3232-8091,)

Rua 24 Horas
A rua foi criada em 1991 com a finalidade de revitalizar o centro da cidade e oferecer mais segurança a qualquer hora do dia. (Entre as ruas Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco, no centro)

Praça Tiradentes
Este é o marco zero da cidade, onde foi construída a Catedral Basílica de Nossa Senhora da Luz, de estilo gótico. Passou por uma restauração em seu centenário, 1993.

Museu Ferroviário
A estação ferroviária de Curitiba funcionou aqui entre 1890 e 1985. Hoje o local mostra a história da ferrovia e sua contribuição para o crescimento do Paraná. (Av. 7 de Setembro, 2.775, Shopping Estação, Rebouças, tel. 41 2101-9202)

Torre Panorâmica
(R. Prof. Lycio Grein de Castro Vellozo, 191, Mercês, tel. 41 3339 7613) Conhecida como Torre da Telepar, tem a altura de um prédio de 40 andares. Um painel de cimento feito por Poty Lazzarotto ilustra alguns símbolos da cidade, como o tropeiro e a araucária

Parques
Curitiba oferece grande concentração de parques e áreas verdes. O parque mais frequentado é o Barigui, que ocupa 1,4 milhão de m2 e conta com parque de diversões e lago, entre outras atrações. Um dos mais interessantes é o Tanguá, que foi inaugurado em 1996 ocupando 235 mil m2 em uma região que abrigava pedreiras na zona norte da cidade. Destacam-se, ainda, o Tingui e o Bosque Alemão.

Santa Felicidade
Este próspero bairro a noroeste de Curitiba reúne a colônia italiana, com uma infinidade de restaurantes e muitas vinícolas e lojas de artesanato. Sedia a Festa da Uva e a do Vinho, no mês de junho.

Onde comer e beber


Coeur Douce (Av. Senador Souza Naves, s/n, Cristo Rei, tel. 41 3262-5611 e 3671-8226; www.coeurdouce.com.br) A especialidade da casa são os salgados, doces e tortas.

Madero (R. Jaime Reis, 254, São Francisco, tel. 41 3013-2300; www.restaurantemadero.com.br) Réplica do histórico restaurante do Largo da Ordem, tem como destaque os hambúrgueres preparados em churrasqueira a lenha.

Zea Mais (Hotel San Juan Charm, R. Barão do Rio Branco, 354, tel. 41 3232-3988, www.zeamais.com.br) Cozinha contemporânea mediterrânea e provençal.

Villa Marcolini (Av. Visconde de Guarapuava, 5.354, Batel, tel. 41 3023-4664; www.marcolini.com.br) Este restaurante serve cozinha italiana mais refinada.

Bar do Victor (R. Lívio Moreira, 284, São Lourenço, tel. 41 3353-1920; www.bardovictor.com.br) Considerado por muitos como o melhor pescado da cidade.

Durski (Av. Jaime Reis, 254, São Francisco, tel. 41 3225-7893; www.durski.com.br) Este restaurante ucraniano oferece menu degustação eslavo e uma farta adega, em ambiente sofisticado.

Chalet Suisse (R. Francisco Dallalibera, 1.428, Santa Felicidade, tel. 41 3364-7889; www.restaurantechaletsuisse.com.br) Cardápio de culinária francesa e suíça, com destaque para o fondue.

Onde comprar

A Rua 15 de Novembro sem dúvida é a principal área de compras de Curitiba. Primeiro calçadão criado no Brasil, sem circulação de veículos, facilita a vida do turista. Quem procura artesanato não deve perder a Feira de Arte e Artesanato – a famosa Feirinha, realizada aos domingos no Largo da Ordem. Já na Rua Teffé as lojas exibem as últimas tendências em calçados, roupas e acessórios. E Curitiba abriga 20 shopping centers.


Onde se divertir

Vibe Clube (R. Desembargador Motta, 2311, Batel, tel. 41 3022-2323) Sofisticado, pequeno, toca música eletrônica (techno, tech house, trance e psy trance). Tem pista, lounge e bar

Blue Bell Pub (Av. Gonçalves Dias, 712, Batel, tel. 41 3026-4728) A proposta é proporcionar música, diversão e arte. Tem ambientes para conversar e dançar ao som de ritmos variados. No cardápio: panquecas.

Bispo bar (R. Bispo Dom José, 2633, Batel, tel. 41 3343-8880) Possui cardápio especial para o inverno. No deque externo há apresentações de bandas. Serve petiscos variados.

Es Vèdra (R. Bispo Dom José, 2258, Batel, tel. 413079-6151) Bar com pista de dança animada por DJs e bandas que tocam ao vivo. A música é variada, e o cardápio traz a culinária espanhola.

Amigos do chopp (R. Gonçalves Dias, 110, Batel,¿tel. 41 3016-3220) Amplo e bem-decorado, tem mesas de sinuca, petiscos e música ao vivo (pop e rock) no fim de semana.

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