“Ai! Cidade das Mangueiras! Quem te vê e não te ama?” Tem razão o poeta belenense Paes Loureiro: impossível caminhar pelas ruas de Belém e não se encantar com aquela exuberância verde, um contraponto à solenidade da arquitetura barroca de muitos de seus edifícios coloniais. Belém nasceu em 1616, numa área habitada por tupinambás, a partir de um núcleo populacional formado por tropas portuguesas que se estabeleceram às margens da baía de Guajará, junto à foz do rio Amazonas. Com a missão de evitar a ocupação da região por invasores, o povoado em torno do Forte do Castelo cresceu, virou vila e finalmente se transformou em cidade, com o nome de Belém do Pará.
De uma economia baseada na agricultura de subsistência, a região passou por ciclos que lhe proporcionaram grande desenvolvimento, em especial o da borracha, entre o final do século 19 e começo do 20, quando Belém passou a ter grande importância comercial no cenário internacional e ficou conhecida como “Paris n'América”. Hoje, Belém é uma cidade cosmopolita, moderna, com 1,3 milhão de habitantes em sua região metropolitana, que atrai o turista não apenas pela riqueza arquitetônica legada pelos anos de ouro, mas também pelo folclore, os costumes e a gastronomia, muito peculiar, que se vale de ingredientes da fauna e flora amazônicas para preparar uma série de iguarias.
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Mercado Ver-o-Peso
Localizado na área da Cidade Velha e às margens da baía do Guajará, o mercado abastece a cidade com produtos alimentícios vindos do interior paraense. Posto fiscal criado em 1688, era referido como “lugar de ver o peso”, porque as mercadorias não saíam nem entravam na Amazônia se não fossem pesadas, para permitir a coleta de impostos. Hoje o mercado é parte de um complexo de 35 mil m2 que abriga uma série de construções históricas e que foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1997.
Catedral da Sé
Não só por respeito à grande religiosidade do povo da terra mas também por sua beleza e imponência, não deixe de conhecer a bela construção de 11 andares, barroca por fora e neoclássica por dentro. A nave central é iluminada por 18 candelabros de cobre. (Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha, tel. 91 3223 2362)
Teatro da Paz
A riqueza impera nos ornamentos de ferro (inglês) banhado a ouro, no lustre de cristal francês e no mármore italiano das paredes. Em agosto, o teatro sedia o Festival de Ópera, com artistas brasileiros e estrangeiros. Há visitas guiadas de hora em hora. (Rua da Paz, Praça da República, tel. 91 4009-8750)
Parque Emílio Goeldi
Ocupando uma área de 5,2 hectares no centro de Belém, o Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi recebe 200 mil visitantes todo ano. Abriga um centro de pesquisas com 500 espécies da flora e 86 da fauna amazônicas – ao todo, são 3 mil plantas e 2 mil animais. (Rua Magalhães Barata, 376, Nazaré; tel. 91 3219 3369)
Círio de Nazaré
Num trajeto de 6km pelas ruas da cidade, cerca de 2 milhões de pessoas acompanham a imagem de Nossa Senhora de Nazaré na procissão mais famosa do Brasil, realizada desde 1792 no segundo domingo de outubro. Ela começa na Catedral da Sé, na Cidade Velha, e segue até a Basílica de Nazaré, que abriga a imagem da padroeira do Pará (Praça Justo Chermont, tel. 91 4009-8400). Como complemento, vale a pena visitar o Museu do Círio, que tem em seu acervo a corda de sisal disputada pelos fiéis, uma réplica de Nossa Senhora de Nazaré e estandartes.
Ilha de Marajó
Se puder, faça uma visita à ilha de Marajó, a maior ilha fluviomarinha do planeta, localizada nas imediações de Belém. A melhor época é o segundo semestre, quando não chove tanto e se pode observar melhor a flora, a fauna e as praias de dunas claras. O arquipélago do Marajó hoje constitui a maior unidade de conservação ambiental do Pará, com 55 mil km2.
Forte do Presépio
Foi aqui que tudo começou, em 1616, com o primeiro núcleo populacional, dando origem a um povoado e mais tarde à cidade de Belém. (Praça Frei Caetano Brandão, 117, Cidade Velha)
Museu de Arte de Belém
Os salões do MABE têm estilo imperial brasileiro e mobília do século 19, esculturas de bronze e mármore, vasos austríacos do século 18 e quadros de Benedito Calixto e Antônio Parreiras, entre outros artistas. O museu fica no Palácio Antônio Lemos, sede do gabinete do prefeito de Belém. As linhas neoclássicas do prédio, de 1883, fazem lembrar a arquitetura do Palácio Imperial de Petrópolis. (Praça D. Pedro II, tel. 91 3283-4687)
Casa das Onze Janelas
Possui obras de artistas modernistas como Lasar Segall, Cícero Dias, Alfredo Volpi e Tarsila do Amaral. (Praça Frei Caetano Brandão, tel. 91 4009-8821)
Museu de Arte Sacra
Este conjunto arquitetônico que congrega igreja e colégio, de estilo barroco, foi construído entre 1698 e 1719. Nele está presente a história das igrejas da cidade, num acervo de 320 peças sacras, entre esculturas, quadros e prataria. (Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha, tel. 91 4009-8802)
Polo Joalheiro (São José Liberto)
No antigo presídio São José, há hoje um complexo que reúne o Museu das Gemas do Estado e a Casa do Artesão. Além de expor vários tipos de mineral, como o quartzo, promove oficinas de fabricação de joias. Aqui também se podem adquirir pedras e cerâmicas marajoaras. (Praça Amazonas, tel. 91 3230-4452)
Memorial dos Povos
Este espaço cultural abriga um museu, um anfiteatro e o Palacete Bolonha, construção eclética de 1904. (Av. Governador José Malcher, Nazaré, tel. 91 3283-4852)
Mangal das Garças (às margens do rio Guamá)
É o mais novo complexo turístico da cidade de Belém, nos arredores do centro histórico. Ocupa uma área de cerca de 34,7 mil m², que foi revitalizada e é uma síntese do ambiente amazônico no coração da capital paraense.
Estação das Docas
Hoje transformados em lojas de artesanato e restaurantes, além de uma cervejaria, teatro e centro de exposições, os antigos armazéns do porto atraem muitos visitantes. Pela manhã, consegue-se às vezes achar legítimas peças indígenas na feira de artesanato. Num galpão só deles, os restaurantes apresentam cardápios variados, quase todos com bufê no almoço e à la carte no jantar. A vista do sol se pondo na baía do rio Guajará completa o dia. E por volta das oito da noite, quando entra em ação um palco móvel que era o antigo transportador de cargas, começa uma balada animadíssima que costuma varar a madrugada. (Boulevard Castilhos França, tel. 91 3212-5525)
Tradição culinária
Tucupi, tacacá, maniçoba, pirarucu, açaí, cupuaçu, bacuri. É grande a relação de ingredientes e pratos típicos amazônicos encontrados na cidade de Belém. Contribui para a riqueza gastronômica da capital paraense o grande afluxo de imigrantes portugueses, chineses, franceses, japoneses, espanhóis e de outros grupos menores, que vieram para o estado a fim de trabalhar na agricultura.
Lá em Casa (Travessa D. Pedro I, 546, tel. 91 3242 4222)
É considerado o melhor restaurante de comida regional da cida
Capone Capone (Boulevard Castilhos França, 707, tel. 91 3212 5566) Especializado na culinária italiana.
Hakata (Travessa 14 de Abril, 1128, S. Brás, tel. 91 3249 0597)
Um dos mais antigos restaurantes de culinária japonesa de Belém, tem preço justo
La Traviatta (Av. Visc. de Souza Franco, 1454, Nazaré, tel. 91 3241-3337)
Cantina italiana com pratos saborosos e preço honesto.
Remanso do Peixe (Travessa Barão do Triunfo, 2590, casa 64, tel. 91 3228-2477)
Um dos mais concorridos de Belém, especialmente por causa de seu prato principal, a moqueca paraense. Tem muita espera.
Belém do Pará é um dos maiores centros de produção de cerâmica artesanal. Reproduções de vasos, jarros, pratos e outras peças para decoração e uso doméstico podem ser encontradas em Icoaraci, especialmente na Praça da Matriz e na Praça de São Sebastião (Feira do Paracuri). Em Belém, procure as lojas da Avenida Presidente Vargas, onde também se podem comprar bombons de frutas típicas e outros produtos regionais.
Carimbó e lundu na ilha de Marajó
(Pousada dos Guarás, em Soure, no hotel da ilha de Marajó, às terças, quintas e sábados, às 21h)
Casablanca (Passagem Senador Lemos, 175, tel. 91 3224-9520)
Dance music a noite toda nesta casa noturna que também é restaurante e bar.
Café Imaginário (Travessa Apinagés, 450, tel. 91 3212-9447)
Tem shows de jazz, blues, MPB e cantores locais.
Ibiza (Rua Jerônimo Pimentel, 201, tel. 91 3222-0562)
Um programa musical para cada noite, do samba ao rock.
Amazon Beer (Boulevard Castilhos França, Estação das Docas, Armazém 1, tel. 3212-5401)
O happy hour mais famoso de Belém acontece nesta choperia.
Parcele com cartões de crédito
Rua Dr. Rubião Junior, n º 84 - Shopping Centro, Sala 71
São José dos Campos - SP
Avenida São Luís, 187 - 2 ª Sobreloja, loja 24
São Paulo - SP
Acompanhe a Vem Viajar nas Redes Sociais





Institucional